Resumo: muitas pessoas confundem clima com o tempo. Mas será que há diferença entre os dois? É o que veremos nesta lição, bem como os fatores que influenciam o clima e os seus elementos. Também será mostrado uma visão geral dos principais climas do mundo.
O Clima
O clima pode ser definido como sendo o comportamento da atmosfera ao longo do ano, é constante, em um ponto qualquer da superfície da Terra.O clima não pode ser confundido com o tempo. Por exemplo: se dizemos que o dia ontem estava quente, estamos nos referindo ao tempo. Mas, se dissermos que na Amazônia o tempo é quente e úmido o ano inteiro, estamos nos referindo ao clima da região. O tempo portanto, é algo passageiro, é como o ar está naquele momento.
Fatores do clima
Cada região tem seu próprio clima, isto porque os fatores climáticos modificam os elementos do clima. Os fatores climáticos são:
- Latitude
Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.
- Altitude
Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.
- Massas de ar
Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem se polares, tropicais ou equatoriais.As massas de ar tropicais se formam nos trópicos de Capricórnio e de Câncer.Elas podem se formar na altura dos oceanos (oceânicas) e serem úmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental).As massas polares são frias. Isto porque elas se formam em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas.As massas equatoriais são quentes, se formam próximas a linha do Equador.O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda.
- Continentalidade
A proximidade de grandes quantidades de água exerce influencia na temperatura. A água demora a se aquecer, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido a quantidade de terras emersas ser maior, ou seja, sofre influencia da continentalidade, boa parte deste hemisfério.
- Correntes Marítimas
São massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influencia no clima. As correntes quentes do Brasil determina muita umidade, pois a ela está associada massas de ar quente e úmida que provocam grande quantidade de chuva.
- Relevo
O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.
- Vegetação
A vegetação impede a incidência total dos rios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento há diminuição de chuvas, visto a umidade diminuir, e há um aumento da temperatura na região.
Elementos do clima
Falaremos sobre dois elementos do clima: umidade e pressão atmosférica.
Umidade
Corresponde à quantidade de vapor de água que encontramos na atmosfera. A umidade é relativa ao ponto de saturação de vapor de água na atmosfera, que é de 4%. Quando a atmosfera atinge essa porcentagem, ou se satura de vapor, ocorre as chuvas.Muitas vezes escutamos no jornal falarem que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 60%. Isto quer dizer que estamos a 60% da capacidade máxima de retenção de vapor de água na atmosfera. Quando está chovendo, a umidade relativa do ar está em 100%, ou 4% em termos absolutos. Portanto, quando a umidade relativa do ar está por volta de 60%, está em 2,4% de vapor em termos absolutos.Mas para que chova é preciso que a água se condense, ou seja, passe do estado gasoso ao liquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação.O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura. Uma maior temperatura, maior o ponto de saturação, uma menor temperatura, menor o ponto de saturação.As nuvens são constituídas por de água, ou cristais de gelo. Nuvem é o vapor d’ água condensado.
Pressão atmosférica
Pressão atmosférica é a força causada pelo ar sobre a superfície terrestre. Ela depende da latitude, altitude e temperatura.Quanto maior a altitude, menor a pressão e vice-versa.Quanto menor a latitude, menor a pressão. Nas regiões mais quentes, região equatorial, o ar se dilata ficando leve, por isso tem uma baixa pressão. Próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando mais denso, tendo uma maior pressão.Vimos então que a temperatura também tem forte influencia na modificação da pressão atmosférica. Isto porque o ar quente é leve, ou seja, sobe e como conseqüência diminui a pressão. E em regiões de baixa temperatura há maior pressão, visto que o ar frio tende a descer.O movimento do ar decorre da diferença de pressão. Ele se movimenta das altas para as área de baixa pressão. Esse movimento do ar chamamos de vento.
Tipos de clima
Os principais tios são:
Climas polares
São climas de baixa temperatura o ano inteiro, chegando por volta, no máximo 10°.Pois não há concentração de calor, o sol fica sempre baixo no horizonte na época do verão, e no inverno ele nem aparece. Portanto essas regiões polares (próximas aos círculos polares Ártico e Antártico) estão sempre cobertas de neve e gelo.As temperaturas mais baixas foram registradas em Vostok, Antártida, -88°C .
Climas temperados
Os climas temperados são caracterizados por ser possível ver as quatro estações do ano de uma maneira bem clara, sendo possível as atividades humanas durante a maior parte do ano. Dividem-se em:
- marítimo: Sofre influencia dos oceanos, por isso as temperaturas são constantes.
- continental: apresenta verões mais quentes e invernos mais frios e secos.
Clima mediterrâneo
Apresenta invernos mais brando e chuvosos, verões quentes e secos.As chuvas ocorrem no outono e inverno. Algumas áreas de sua ocorrência são o sul da Califórnia, parte meridional da África do Sul e sul da Austrália.
Clima tropical
É considerado como transição entre o clima equatorial e o desértico. Apresenta temperatura elevada o ano inteiro. Tem duas estações bem definidas: verão, que ocorre as chuvas, e inverno ameno e seco.Este tipo de clima ocorre na maior parte do território brasileiro.
Clima equatorial
Ocorre na zona climática mais quente do planeta, faixa Equatorial.A temperatura média anual é superior a 24°C . As chuvas são abundantes, cerca de 2000mm, com pequena amplitude entre o dia e a noite.
Clima subtropical
Ocorre entre os climas tropicais e temperados. Apresentam chuvas abundantes, verões quentes e invernos frios. É característico das médias latitudes.
Clima desértico
Os desertos baixo índice pluviométrico, cerca de 250mm por ano. É comum uma temperatura acima de 42°C durante o dia, mas à noite pode chegar a menos de 0°C principalmente no inverno.Algumas áreas de desertos são: África do Norte (Saara) e Ásia Ocidental (Arábia).
Clima semi-árido
Apresenta poucas chuvas, sendo mal distribuídas durante o ano. São climas de transição, encontrados tanto em regiões tropicais como em zonas temperadas.
Climas no Brasil
No Brasil predomina climas quentes e úmidos, por possuir maior parte do seu território na zona intertropical.
Equatorial
É um clima quente e úmido, que fica ao redor da linha do Equador. As chuvas são abundantes e maior parte de convecção.Este tipo de clima fica na região Norte do Brasil.Com temperaturas que variam de 24°C a 27°C .Nessa região o índice pluviométrico é de 2000mm por ano.
Tropical úmido
Se situa na costa leste do Brasil, desde o Rio Grande do Norte até São Paulo.No inverno se formam frentes frias e em alguns dias a temperatura fica baixa.As chuvas ocorrem no verão, apenas no litoral nordeste que chove mais no inverno.É um clima quente e úmido, apesar das “ondas de frios” que ocorrem as vezes.
Tropical típico ou semi-úmido
Este tipo de clima ocorre no região central do Brasil.As médias de temperatura variam de 20° a 28°C .Chove por volta de 1500mm por ano.É um tipo de clima quente e semi-úmido, com chuvas no verão e seco no inverno.
Semi-árido
Ocorre no sertão nordestino. Com chuvas inferiores a 800mm por ano.É seco e árido, mas não como o deserto.Tem quatro massas que exercem influencia, duas equatoriais e duas tropicais, que terminam sua trajetória no sertão.
Subtropical
Este tipo de clima se localiza no sul do país até o sul do trópico de Capricórnio.tem temperaturas médias nem quentes e nem frias. Com chuvas abundantes e bem distribuídas durante todo o ano.O verão é bem quente e o inverno é bem frio, em lugares mais altos ocorrem geadas. Em alguns lugares chegou a cair neve, mais é raro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Analise comparativa
Atualmente todos os computadores vendidos vêm com um pacote básico, no qual, existem programas para facilitar o nosso dia-a-dia, entre estes programas podemos citar os seguintes:
Microsoft Office, que é um dos maiores e mais utilizados programas do mundo, este programa é um aplicativo local, no qual facilita a execução de vários trabalhos, tais como: Digitação de qualquer tipo de documento, elaboração de planilhas que são mais usadas em empresas para o auxilio de cotação de preços, de vendas, controle de estoque, planejamento de quadro de horários dos funcionários, elaborações de slides com a finalidade de cooperar em palestras e apresentações de trabalhos, entre outros. Mas para que se tenha todos estes programas instalados em sua maquina, se faz necessário a compra de uma licença.
O Br Office tem as mesmas funções que a Microsoft Office porém a restrição “ LICENÇA” não existe, esta seria uma versão brasileira, na qual pode-se usa-la e aprofundá-la cada vez mais, mas como aprofunda-la? Como o BR Office não precisa de licença, as pessoas que o usam e tem um conhecimento de informática, poderão modificá-lo com a finalidade de melhorar o seu funcionamento.
Temos um produtos que é pouco conhecido e utilizado na área tecnológica, que é o GOOGLE DOCS, que tem as mesmas funções que a Microsoft Office e Br Office , porém ele não é um aplicativo local, seria ele um aplicativo “ nas nuvens”, funciona totalmente on-line diretamente no browser, uma função que também que se destaca é a permissão à edição do mesmo documento por mais de um usuário, bem como o recurso de publicação direta em blog.
Então temos 3 programas com identicas funções, porém com ligeiras diferanças, o Microsoft é um dos mais usados, porém não é “compativel” ao bolso de grande parte da população, e esta população pode optar pelo Br Office que é um execelente programa e está aberto a qualquer modificação que irá melhorar o seu funcionamento. Mas se a pessoa optar por algo inovador, poderá usar o Google Docs que é um brilhante programa, com varias funções e muito mais atualizado.
Microsoft Office, que é um dos maiores e mais utilizados programas do mundo, este programa é um aplicativo local, no qual facilita a execução de vários trabalhos, tais como: Digitação de qualquer tipo de documento, elaboração de planilhas que são mais usadas em empresas para o auxilio de cotação de preços, de vendas, controle de estoque, planejamento de quadro de horários dos funcionários, elaborações de slides com a finalidade de cooperar em palestras e apresentações de trabalhos, entre outros. Mas para que se tenha todos estes programas instalados em sua maquina, se faz necessário a compra de uma licença.
O Br Office tem as mesmas funções que a Microsoft Office porém a restrição “ LICENÇA” não existe, esta seria uma versão brasileira, na qual pode-se usa-la e aprofundá-la cada vez mais, mas como aprofunda-la? Como o BR Office não precisa de licença, as pessoas que o usam e tem um conhecimento de informática, poderão modificá-lo com a finalidade de melhorar o seu funcionamento.
Temos um produtos que é pouco conhecido e utilizado na área tecnológica, que é o GOOGLE DOCS, que tem as mesmas funções que a Microsoft Office e Br Office , porém ele não é um aplicativo local, seria ele um aplicativo “ nas nuvens”, funciona totalmente on-line diretamente no browser, uma função que também que se destaca é a permissão à edição do mesmo documento por mais de um usuário, bem como o recurso de publicação direta em blog.
Então temos 3 programas com identicas funções, porém com ligeiras diferanças, o Microsoft é um dos mais usados, porém não é “compativel” ao bolso de grande parte da população, e esta população pode optar pelo Br Office que é um execelente programa e está aberto a qualquer modificação que irá melhorar o seu funcionamento. Mas se a pessoa optar por algo inovador, poderá usar o Google Docs que é um brilhante programa, com varias funções e muito mais atualizado.
classifiucação facetada
Classificações por facetas
Desenvolvida por Shiyali Ramamrita Ranganathan na década de 1930, atualmente tem sido largamente discutida na academia como uma solução para a organização do conhecimento, em decorrência de suas potencialidades de acompanhar as mudanças e a evolução do conhecimento. Muitos termos e expressões têm surgido, mas retratam nada mais do que a classificação facetada que, segundo Ranganathan, conceitua o conhecimento “como a totalidade das idéias conservadas pelo ser humano” por meio da observação das coisas, fatos e processos do mundo que o cerca.
A expressão análise em facetas foi adotada por Ranganathan para indicar a técnica de fragmentar um assunto complexo* em seus mais diversos aspectos/partes constituintes, que são as facetas, utilizando, para estabelecer a relação entre eles as “categorias fundamentais”, de noções abstratas, denominadas Personalidade, Matéria, Energia, Espaço, Tempo, conhecidas pela PMEST. Personalidade é a característica distinguindo o assunto; Matéria é o material físico do qual um assunto pode ser composto; Energia é uma ação que ocorre com respeito ao assunto; Espaço é o componente geográfico da localização de um assunto; Tempo é o período associado com um assunto Assim, a classificação facetada é conhecida como um esquema analítico sintético porque envolve dois processos distintos: a análise do assunto em facetas e a síntese dos elementos que constituem o mesmo, sendo, portanto, aplicável a qualquer área do conhecimento. Analisa-se o assunto fragmentando-o em suas partes constituintes, decompondo elementos mais complexos (assuntos) em conceitos simples (conceitos básicos ou facetas), e é sintético na medida em que procura sintetizar, condensar, examinar cada uma dessas partes, para, posteriormente, uni-las de acordo com as características do documento que vai ser descrito e representado. O núcleo central da análise facetada é a distribuição dos termos relacionados com determinado domínio do conhecimento em facetas homogêneas que se excluem mutuamente e que derivam de uma fonte comum pela aplicação rigorosa de uma só característica de divisão. Nos sistemas facetados, a divisão é realizada em cadeia, ou seja, determinado assunto vai sendo dividido em subclasses até esgotarem-se as possíveis variações
Desenvolvida por Shiyali Ramamrita Ranganathan na década de 1930, atualmente tem sido largamente discutida na academia como uma solução para a organização do conhecimento, em decorrência de suas potencialidades de acompanhar as mudanças e a evolução do conhecimento. Muitos termos e expressões têm surgido, mas retratam nada mais do que a classificação facetada que, segundo Ranganathan, conceitua o conhecimento “como a totalidade das idéias conservadas pelo ser humano” por meio da observação das coisas, fatos e processos do mundo que o cerca.
A expressão análise em facetas foi adotada por Ranganathan para indicar a técnica de fragmentar um assunto complexo* em seus mais diversos aspectos/partes constituintes, que são as facetas, utilizando, para estabelecer a relação entre eles as “categorias fundamentais”, de noções abstratas, denominadas Personalidade, Matéria, Energia, Espaço, Tempo, conhecidas pela PMEST. Personalidade é a característica distinguindo o assunto; Matéria é o material físico do qual um assunto pode ser composto; Energia é uma ação que ocorre com respeito ao assunto; Espaço é o componente geográfico da localização de um assunto; Tempo é o período associado com um assunto Assim, a classificação facetada é conhecida como um esquema analítico sintético porque envolve dois processos distintos: a análise do assunto em facetas e a síntese dos elementos que constituem o mesmo, sendo, portanto, aplicável a qualquer área do conhecimento. Analisa-se o assunto fragmentando-o em suas partes constituintes, decompondo elementos mais complexos (assuntos) em conceitos simples (conceitos básicos ou facetas), e é sintético na medida em que procura sintetizar, condensar, examinar cada uma dessas partes, para, posteriormente, uni-las de acordo com as características do documento que vai ser descrito e representado. O núcleo central da análise facetada é a distribuição dos termos relacionados com determinado domínio do conhecimento em facetas homogêneas que se excluem mutuamente e que derivam de uma fonte comum pela aplicação rigorosa de uma só característica de divisão. Nos sistemas facetados, a divisão é realizada em cadeia, ou seja, determinado assunto vai sendo dividido em subclasses até esgotarem-se as possíveis variações
Tipos de Documentos
Os tipos de documentos
O documento é responsável por fornecer uma informação ou um dado, ele é o suporte para o saber e para a memória da humanidade. Um documento não precisa ser físico para ser considerado um documento, podemos buscar informações em outras formas de documentos, como por exemplo, vídeos, um programa de rádio, uma reunião ou conferência, etc.
Existe uma ampla variedade de documentos, juntamente com uma grande variedade de meios para disponibilizá-los. Um especialista da informação deve conhecer bem estas vertentes de documento para saber lhe dar de forma adequada com todos eles.
Os documentos se dividem em documentos físicos e intelectuais no qual cada um deles tem suas próprias características.
As características do documento físico são: os materiais, a natureza dos símbolos utilizados, o tamanho, o peso, o número de páginas, a apresentação, entre outras. Todas estas características físicas do documento influem na sua forma de tratamento, o peso, o tamanho, a idade, a raridade, o estado de conservação são fatores que determinam a forma em que o documento será tratado.
As características de um documento intelectual são: os objetivos, o conteúdo, o assunto, o tipo de autor, a fonte, a forma de difusão, a acessibilidade e a originalidade, entre outras. As características do documento intelectual também diferem na sua forma de tratamento, elas nos permitem definir o seu valor para o publico alvo, seu interesse e assim tratar e disponibilizar esta informação de forma adequada a sua demanda.
Cada tipo de documento possui uma estrutura que varia de acordo com seu tipo, mais existem traços em comum. Em alguns casos, os documentos contem um conjunto de informações necessárias ao seu tratamento e em outros casos o documento deve ser acompanhado por outro documento que o identifique. Por exemplo: as monografias todas elas possuem em geral uma capa, uma pagina de rosto, um texto dividido em várias partes e um sumário. Alem desses documentos fixos pode se encontrar ilustrações e notas que complementam as informações passadas naquele documento, como referências e observações. Existe um padrão para cada tipo de documento como monografias, publicações seriadas, documentos não publicados, documentos não textuais, e etc. Cada um deles possui características que proporcionam formas diferente de tratá-los.
O tempo de vida de um documento ou de uma unidade documental pode variar muito, dependendo do seu valor intrínseco, da disciplina ou domínio tratado, do seu grau de atualidade, de sua pertinência em relação ao estado dos conhecimentos, aos objetivos da unidade de informação e as necessidades dos usuários. Os fatos mudam e os conhecimentos se atualizam com menor ou maior intensidade ou velocidade nos diversos campos do saber. Um documento histórico, mitológico ou filosófico pode permanecer valido por séculos, já um documento que descreve o funcionamento de uma maquina, ou um fato pré-conhecido, deve ser atualizado frequentemente para não se tornar ultrapassado.
Alguns documentos têm o seu tempo de vida bem definidos, porque perdem seu valor a cada nova edição que sai no mercado. Como exemplo: revistas semanais, jornais diários que sua durabilidade e apenas na atualidade imediata, os anuários e outros.
Geralmente os livros têm um tempo de vida maior do que artigos ou de periódicos. Os livros têm um tempo de vida que varia entre cinco e dez anos, de acordo com o assunto tratado e sua disciplina, se atualizando na medida em que novos textos são publicados.
O documento é responsável por fornecer uma informação ou um dado, ele é o suporte para o saber e para a memória da humanidade. Um documento não precisa ser físico para ser considerado um documento, podemos buscar informações em outras formas de documentos, como por exemplo, vídeos, um programa de rádio, uma reunião ou conferência, etc.
Existe uma ampla variedade de documentos, juntamente com uma grande variedade de meios para disponibilizá-los. Um especialista da informação deve conhecer bem estas vertentes de documento para saber lhe dar de forma adequada com todos eles.
Os documentos se dividem em documentos físicos e intelectuais no qual cada um deles tem suas próprias características.
As características do documento físico são: os materiais, a natureza dos símbolos utilizados, o tamanho, o peso, o número de páginas, a apresentação, entre outras. Todas estas características físicas do documento influem na sua forma de tratamento, o peso, o tamanho, a idade, a raridade, o estado de conservação são fatores que determinam a forma em que o documento será tratado.
As características de um documento intelectual são: os objetivos, o conteúdo, o assunto, o tipo de autor, a fonte, a forma de difusão, a acessibilidade e a originalidade, entre outras. As características do documento intelectual também diferem na sua forma de tratamento, elas nos permitem definir o seu valor para o publico alvo, seu interesse e assim tratar e disponibilizar esta informação de forma adequada a sua demanda.
Cada tipo de documento possui uma estrutura que varia de acordo com seu tipo, mais existem traços em comum. Em alguns casos, os documentos contem um conjunto de informações necessárias ao seu tratamento e em outros casos o documento deve ser acompanhado por outro documento que o identifique. Por exemplo: as monografias todas elas possuem em geral uma capa, uma pagina de rosto, um texto dividido em várias partes e um sumário. Alem desses documentos fixos pode se encontrar ilustrações e notas que complementam as informações passadas naquele documento, como referências e observações. Existe um padrão para cada tipo de documento como monografias, publicações seriadas, documentos não publicados, documentos não textuais, e etc. Cada um deles possui características que proporcionam formas diferente de tratá-los.
O tempo de vida de um documento ou de uma unidade documental pode variar muito, dependendo do seu valor intrínseco, da disciplina ou domínio tratado, do seu grau de atualidade, de sua pertinência em relação ao estado dos conhecimentos, aos objetivos da unidade de informação e as necessidades dos usuários. Os fatos mudam e os conhecimentos se atualizam com menor ou maior intensidade ou velocidade nos diversos campos do saber. Um documento histórico, mitológico ou filosófico pode permanecer valido por séculos, já um documento que descreve o funcionamento de uma maquina, ou um fato pré-conhecido, deve ser atualizado frequentemente para não se tornar ultrapassado.
Alguns documentos têm o seu tempo de vida bem definidos, porque perdem seu valor a cada nova edição que sai no mercado. Como exemplo: revistas semanais, jornais diários que sua durabilidade e apenas na atualidade imediata, os anuários e outros.
Geralmente os livros têm um tempo de vida maior do que artigos ou de periódicos. Os livros têm um tempo de vida que varia entre cinco e dez anos, de acordo com o assunto tratado e sua disciplina, se atualizando na medida em que novos textos são publicados.
Descrição Bibliografica
A DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA
Também conhecida como catalogação, é o primeiro estágio do tratamento intelectual de um documento, e tem como objetivo fornecer uma representação do documento que é descrito de uma forma única e não ambígua, o que permite identificá-lo, localizá-lo, representá-lo nos catálogos correspondentes e recuperá-lo.
A descrição bibliográfica compõe-se de áreas que são subconjuntos de dados correspondentes a categorias particulares de informações, sendo que cada elemento de dados descreve um aspecto do documento. Algumas áreas são indispensáveis e aparecem sempre nas descrições bibliográficas, embora sua ordem possa variar de um sistema a outro e de um tipo de documento a outro. Outras são opcionais. Cada área pode ter um único elemento ou vários elementos interrelacionados, e estes podem ser obrigatórios ou facultativos.
Há elementos que podem ser acrescentados depois da descrição de conteúdo: são os números de classificação e/ou a indexação e o resumo. Por ser muitas vezes utilizada em substituição ao documento primário, a descrição bibliográfica deve representá-lo da forma mais exata possível e fornecer a usuário todas as informações que ele necessita para escolher ou adquirir o referido documento.
Como a operação de descrição bibliográfica é o registro dos dados fatuais que aparecem nos documentos, parece ser uma operação fácil, porém quase nunca pode ser feita sem uma reflexão. Alguns documentos podem ser interpretados de várias formas ou apresentar problemas de difícil resolução.
A normalização da descrição bibliográfica surgiu da necessidade de um acesso fácil e universal à informação bibliográfica e do desenvolvimento da cooperação entre unidades de informação.
A utilização da informática acentuou a necessidade da normalização, pois para serem lidas por máquina, as descrições devem seguir regras estritas no plano intelectual e apresentadas de forma precisa e uniforme, utilizando caracteres e tamanhos definidos.
A Federação Internacional de Associações de Bibliotecários (IFLA) fez um esforço de normalização internacional que resultou na elaboração de uma “descrição bibliográfica normalizada internacional” (ISBD) para monografias, publicações seriadas, documentos audiovisuais, mapas e plantas, partituras musicais, livros antigos, entre outras.
A normalização dos formatos está em fase de realização. O formato Marc da Library of Congress dos EUA tem sido o centro destes esforços e serviu como base para muitos formatos bibliográficos para bibliotecas, como o Marc-BNB, o Intermarc e o Marcal.
Como os sistemas informatizados tem particularidades especiais, a normalização não pretende criar um formato único, mas tornar os diversos formatos compatíveis entre si, de forma que se possa passar automaticamente de um formato a outro.
É necessário descrever o livro integralmente, porque ele é o suporte físico da informação, mas pode ser necessário descrever alguns capítulos como entidades intelectuais ou unidades documentais. Pode-se distinguir três níveis bibliográficos: o nível analítico, o nível monográfico e o nível coletivo.
Quando a instituição não possui documento de onde foi retirada a unidade documental a ser descrita, o nível analítico pode ser empregado apenas excepcionalmente.
A indicação de responsabilidade designa o autor ou autores que produziu documento, isto é, que escreveu o livro ou o artigo, fez a fotografia ou o filme, apresentou a comunicação, criou a invenção ou depositou a patente, etc.
Quando existem vários autores, menciona-se, em geral, os principais ou os três primeiros nomes citados. Ou menciona-se todos os autores, de modo a dar o maior número de fontes de informação possíveis.
O documento pode ter um prefácio, uma introdução e um posfácio , escritos por pessoas diferentes, devendo registrar estas informações em uma área especial. Assim como também deve-se mencionar o nome do editor, distinguindo quando for também autor da obra.
Os sistemas devem organizar e manter atualizadas listas dos autores coletivos utilizados pela unidade de informação, precisando a forma que deve ser utilizada.
O título é uma frase, ou uma série de frases que indicam nome de um documento, que designam uma coleção ou uma publicação em série, ou que indicam a natureza ou assunto de uma reunião. Pode ser um título único; um título principal e títulos complementares; títulos justapostos; título alternativo; título traduzido; títulos paralelos, isto é, títulos idênticos em várias línguas.
Utiliza-se o título original completo, com seus subtítulos e complementos eventuais. No caso de títulos paralelos, deve-se utilizar o primeiro título citado.
Os títulos de coleção são tratados como os títulos das monografias.
A edição compreende todas as informações relativas ao produto documental que está sendo descrito. Por exemplo: 3ª edição revista e completada por... edição atualizada, edição ilustrada ou edição integral.
A área de publicação comporta diversas informações materiais sobre a produção do documento, como o local de publicação, o nome do editor e a data de publicação ou de impressão. O local de impressão e o nome do impressor devem ser colocados quando não existem dados sobre o local de edição e o nome do editor. O nome do editor e seu endereço aparecem normalmente no documento, ou ao menos a indicação da cidade. Algumas vezes é necessário acrescentar o nome do país para evitar confusões.
Para os artigos ou fascículos de um periódico, indica-se, após o título, o ano e o número.
A descrição física consiste na descrição da composição material de um documento, ou seja, a divisão da obra, em tomos, volumes ou fascículos; o formato, indicado em centímetros; a paginação, ou o número de páginas do total da obra ou de cada parte, se este for o caso; as ilustrações; a bibliografia, se este for o caso, eventualmente com o número de referências e sua natureza, principalmente tratando-se de uma bibliografia comentada; e o índice.
A série e as notas são mencionadas, se necessárias.
O ISBN é atribuído a cada livro através de um sistema de coordenação internacional. O ISSN é atribuído a cada título de periódico dentro do ISDS(sistema internacional de dados sobre publicações periódicas).
Os documentos de patentes são identificados por um código internacional, conhecido como Icirepat, que utiliza um sistema alfabético ou alfanumérico que identifica a natureza da patente e um número, geralmente em ordem cronológica.
Outros tipos de documentos trazem números ou códigos que permitem distingui-los com precisão, como as leis, os decretos, as normas, os mapas, as descrições de peças de equipamento e os contratos públicos, entre outros. Estes números são úteis, porque suprimem qualquer risco de ambigüidade na identificação e no registro dos documentos. Eles simplificam as operações de aquisição, de venda, de gestão de seleção, de empréstimo e de permuta, além de servir de base para a organização de catálogos.
As patentes apresentam problemas especiais de catalogação. Na maioria dos países, elas são constituídas por vários documentos que se sucedem e podem originar várias publicações, como as decisões sucessivas que tem um valor jurídico particular, ou seja a recepção da patente, a autorização de comunicação, o exame e a entrega dos títulos de proteção.
Várias pessoas físicas ou entidades podem estar associadas à produção e ao depósito de uma patente. Foi criado um código internacional de descrição bibliográfica e uma classificação internacional de patentes.
Os mapas e as plantas tem problemas específicos de catalogação. Existe uma norma especializada para este fim.
Também conhecida como catalogação, é o primeiro estágio do tratamento intelectual de um documento, e tem como objetivo fornecer uma representação do documento que é descrito de uma forma única e não ambígua, o que permite identificá-lo, localizá-lo, representá-lo nos catálogos correspondentes e recuperá-lo.
A descrição bibliográfica compõe-se de áreas que são subconjuntos de dados correspondentes a categorias particulares de informações, sendo que cada elemento de dados descreve um aspecto do documento. Algumas áreas são indispensáveis e aparecem sempre nas descrições bibliográficas, embora sua ordem possa variar de um sistema a outro e de um tipo de documento a outro. Outras são opcionais. Cada área pode ter um único elemento ou vários elementos interrelacionados, e estes podem ser obrigatórios ou facultativos.
Há elementos que podem ser acrescentados depois da descrição de conteúdo: são os números de classificação e/ou a indexação e o resumo. Por ser muitas vezes utilizada em substituição ao documento primário, a descrição bibliográfica deve representá-lo da forma mais exata possível e fornecer a usuário todas as informações que ele necessita para escolher ou adquirir o referido documento.
Como a operação de descrição bibliográfica é o registro dos dados fatuais que aparecem nos documentos, parece ser uma operação fácil, porém quase nunca pode ser feita sem uma reflexão. Alguns documentos podem ser interpretados de várias formas ou apresentar problemas de difícil resolução.
A normalização da descrição bibliográfica surgiu da necessidade de um acesso fácil e universal à informação bibliográfica e do desenvolvimento da cooperação entre unidades de informação.
A utilização da informática acentuou a necessidade da normalização, pois para serem lidas por máquina, as descrições devem seguir regras estritas no plano intelectual e apresentadas de forma precisa e uniforme, utilizando caracteres e tamanhos definidos.
A Federação Internacional de Associações de Bibliotecários (IFLA) fez um esforço de normalização internacional que resultou na elaboração de uma “descrição bibliográfica normalizada internacional” (ISBD) para monografias, publicações seriadas, documentos audiovisuais, mapas e plantas, partituras musicais, livros antigos, entre outras.
A normalização dos formatos está em fase de realização. O formato Marc da Library of Congress dos EUA tem sido o centro destes esforços e serviu como base para muitos formatos bibliográficos para bibliotecas, como o Marc-BNB, o Intermarc e o Marcal.
Como os sistemas informatizados tem particularidades especiais, a normalização não pretende criar um formato único, mas tornar os diversos formatos compatíveis entre si, de forma que se possa passar automaticamente de um formato a outro.
É necessário descrever o livro integralmente, porque ele é o suporte físico da informação, mas pode ser necessário descrever alguns capítulos como entidades intelectuais ou unidades documentais. Pode-se distinguir três níveis bibliográficos: o nível analítico, o nível monográfico e o nível coletivo.
Quando a instituição não possui documento de onde foi retirada a unidade documental a ser descrita, o nível analítico pode ser empregado apenas excepcionalmente.
A indicação de responsabilidade designa o autor ou autores que produziu documento, isto é, que escreveu o livro ou o artigo, fez a fotografia ou o filme, apresentou a comunicação, criou a invenção ou depositou a patente, etc.
Quando existem vários autores, menciona-se, em geral, os principais ou os três primeiros nomes citados. Ou menciona-se todos os autores, de modo a dar o maior número de fontes de informação possíveis.
O documento pode ter um prefácio, uma introdução e um posfácio , escritos por pessoas diferentes, devendo registrar estas informações em uma área especial. Assim como também deve-se mencionar o nome do editor, distinguindo quando for também autor da obra.
Os sistemas devem organizar e manter atualizadas listas dos autores coletivos utilizados pela unidade de informação, precisando a forma que deve ser utilizada.
O título é uma frase, ou uma série de frases que indicam nome de um documento, que designam uma coleção ou uma publicação em série, ou que indicam a natureza ou assunto de uma reunião. Pode ser um título único; um título principal e títulos complementares; títulos justapostos; título alternativo; título traduzido; títulos paralelos, isto é, títulos idênticos em várias línguas.
Utiliza-se o título original completo, com seus subtítulos e complementos eventuais. No caso de títulos paralelos, deve-se utilizar o primeiro título citado.
Os títulos de coleção são tratados como os títulos das monografias.
A edição compreende todas as informações relativas ao produto documental que está sendo descrito. Por exemplo: 3ª edição revista e completada por... edição atualizada, edição ilustrada ou edição integral.
A área de publicação comporta diversas informações materiais sobre a produção do documento, como o local de publicação, o nome do editor e a data de publicação ou de impressão. O local de impressão e o nome do impressor devem ser colocados quando não existem dados sobre o local de edição e o nome do editor. O nome do editor e seu endereço aparecem normalmente no documento, ou ao menos a indicação da cidade. Algumas vezes é necessário acrescentar o nome do país para evitar confusões.
Para os artigos ou fascículos de um periódico, indica-se, após o título, o ano e o número.
A descrição física consiste na descrição da composição material de um documento, ou seja, a divisão da obra, em tomos, volumes ou fascículos; o formato, indicado em centímetros; a paginação, ou o número de páginas do total da obra ou de cada parte, se este for o caso; as ilustrações; a bibliografia, se este for o caso, eventualmente com o número de referências e sua natureza, principalmente tratando-se de uma bibliografia comentada; e o índice.
A série e as notas são mencionadas, se necessárias.
O ISBN é atribuído a cada livro através de um sistema de coordenação internacional. O ISSN é atribuído a cada título de periódico dentro do ISDS(sistema internacional de dados sobre publicações periódicas).
Os documentos de patentes são identificados por um código internacional, conhecido como Icirepat, que utiliza um sistema alfabético ou alfanumérico que identifica a natureza da patente e um número, geralmente em ordem cronológica.
Outros tipos de documentos trazem números ou códigos que permitem distingui-los com precisão, como as leis, os decretos, as normas, os mapas, as descrições de peças de equipamento e os contratos públicos, entre outros. Estes números são úteis, porque suprimem qualquer risco de ambigüidade na identificação e no registro dos documentos. Eles simplificam as operações de aquisição, de venda, de gestão de seleção, de empréstimo e de permuta, além de servir de base para a organização de catálogos.
As patentes apresentam problemas especiais de catalogação. Na maioria dos países, elas são constituídas por vários documentos que se sucedem e podem originar várias publicações, como as decisões sucessivas que tem um valor jurídico particular, ou seja a recepção da patente, a autorização de comunicação, o exame e a entrega dos títulos de proteção.
Várias pessoas físicas ou entidades podem estar associadas à produção e ao depósito de uma patente. Foi criado um código internacional de descrição bibliográfica e uma classificação internacional de patentes.
Os mapas e as plantas tem problemas específicos de catalogação. Existe uma norma especializada para este fim.
Ciclo Documentario
Ciclo Documentário
O conjunto de operações de tratamento dos documentos é organizado num ciclo conhecido como “ciclo documentário”. Este ciclo é um sistema que funciona na entrada de um documento que é tratado, depois apresentado os seus produtos (referências bibliográficas, descrições de documento, índices, instrumentos de pesquisa, documentos secundários e terciários) e estes produtos são utilizados em atividades de pesquisa e novamente transformados em documentos que realimentam o sistema.
O ciclo documentário possui suas atividades principais voltadas para a coleta, o registro, o tratamento intelectual, a pesquisa e a difusão. Em suas operações de entrada compreendem a seleção e a aquisição, as operações de tratamento técnico ou tratamento intelectual compreendem a catalogação, classificação, indexação e resumos, as operações de saída compreendem o armazenamento, disseminação, recuperação ou alerta.
O conjunto de operações de tratamento dos documentos é organizado num ciclo conhecido como “ciclo documentário”. Este ciclo é um sistema que funciona na entrada de um documento que é tratado, depois apresentado os seus produtos (referências bibliográficas, descrições de documento, índices, instrumentos de pesquisa, documentos secundários e terciários) e estes produtos são utilizados em atividades de pesquisa e novamente transformados em documentos que realimentam o sistema.
O ciclo documentário possui suas atividades principais voltadas para a coleta, o registro, o tratamento intelectual, a pesquisa e a difusão. Em suas operações de entrada compreendem a seleção e a aquisição, as operações de tratamento técnico ou tratamento intelectual compreendem a catalogação, classificação, indexação e resumos, as operações de saída compreendem o armazenamento, disseminação, recuperação ou alerta.
DOCUMENTO
Documento
O documento é um objeto que fornece um dado ou uma informação, podendo ser diferenciado entre outros documentos a partir de suas características físicas ou intelectuais. As características físicas compreendem conceitos de materiais, natureza, tamanho, peso, forma de produção, suporte, etc. Já as características intelectuais compreendem conceitos de objeto, conteúdo, assunto, tipo de autor, fonte, forma de difusão, originalidade, etc. Elas permitem definir seu interesse, público alvo e valor.
Em uma Unidade de Informação, cada documento que entra recebe um tratamento visando a facilitar a recuperação das informações nele contidas. Faz parte desse tratamento a seleção, avaliação, análise, tradução e recuperação.
O documento é um objeto que fornece um dado ou uma informação, podendo ser diferenciado entre outros documentos a partir de suas características físicas ou intelectuais. As características físicas compreendem conceitos de materiais, natureza, tamanho, peso, forma de produção, suporte, etc. Já as características intelectuais compreendem conceitos de objeto, conteúdo, assunto, tipo de autor, fonte, forma de difusão, originalidade, etc. Elas permitem definir seu interesse, público alvo e valor.
Em uma Unidade de Informação, cada documento que entra recebe um tratamento visando a facilitar a recuperação das informações nele contidas. Faz parte desse tratamento a seleção, avaliação, análise, tradução e recuperação.
Met. e Tec de pesquisa em Biblioteconomia e Ciencia da Informação
Noções:
Metodos usado em um TESE de Luiz Claudio Junqueira Henrique " Informação e Inovação"
Ao fazer a sua tese ele teve como objetivo mostrar a integração dos conhecimentos da área de gestão mercadológica com da ciência da informação, com a finalidade de buscar grandes e importantes informações voltadas para a área de inovação e esse foi o seu ponto crucial da sua pesquisa, pois a partir desse modelo, que ele se baseou para a realização de três estudos de casos, ou seja essa foi a base empírica da presente investigação, segundo Luiz.
Luiz pesquisou três empresas e a escolha desse tema foi voltada para a área de micro e macro economia, segundo ele no plano macroeconômico, a inovação interfere na geração de renda das empresas, na produção e no consumo que vai existir sob determinado produto. Já no plano microeconômico, contribui para a assimetria entre as empresas, assegurando maior lucratividade à empresa inovadora, sendo assim ao analisar as pesquisas obtidas nas empresas, seus conhecimentos foram voltados para a área capitalista a maioria das vezes. Mostrou-o que quando uma empresa sabe aplicar conceitos básicos de organização; distribuição de renda; informatização, ela se torna muito mais competitiva, podendo assim alcançar grande prestigio.
A empresa ao adotar mecanismos fundamentados primeiramente na informação tais como: pesquisas quantitativas e qualitativas, em que se sonda o mercado para depois tirar as conclusões, analise de produtos, e vários outros fatores, para depois então acontecer o lançamento do produto, terá muito mais confiança, do que outras empresas que não usam estes métodos, portanto essa empresa sairá na frente de várias outras empresas. Segundo Luiz a área de ciência da informação é rica em diversos aspectos na produção de conhecimento organizacional.
O nosso grupo ao apresentar esse trabalho voltado para a disciplina métodos e técnicas de pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação, buscou aprimorar os conhecimentos obtidos nas aulas tais como: descobrir o problema, no qual esta se trabalhando, ou seja, descobrir o problema inicial apontado na tese, logo após como que o autor montou a sua hipótese e quais foram os métodos que ele baseou-se para a confirmação da sua hipótese, logo após qual foi a sua conclusão a respeito do seu problema inicial.
Com a elaboração deste trabalho, o grupo abordou como tema principal a metodologia de pesquisa usada por Luiz Cláudio Junqueira Henrique, mas não somente só, pois este assunto é composto por várias ramificações, que foram apresentadas ao longo do trabalho.
Metodos usado em um TESE de Luiz Claudio Junqueira Henrique " Informação e Inovação"
Ao fazer a sua tese ele teve como objetivo mostrar a integração dos conhecimentos da área de gestão mercadológica com da ciência da informação, com a finalidade de buscar grandes e importantes informações voltadas para a área de inovação e esse foi o seu ponto crucial da sua pesquisa, pois a partir desse modelo, que ele se baseou para a realização de três estudos de casos, ou seja essa foi a base empírica da presente investigação, segundo Luiz.
Luiz pesquisou três empresas e a escolha desse tema foi voltada para a área de micro e macro economia, segundo ele no plano macroeconômico, a inovação interfere na geração de renda das empresas, na produção e no consumo que vai existir sob determinado produto. Já no plano microeconômico, contribui para a assimetria entre as empresas, assegurando maior lucratividade à empresa inovadora, sendo assim ao analisar as pesquisas obtidas nas empresas, seus conhecimentos foram voltados para a área capitalista a maioria das vezes. Mostrou-o que quando uma empresa sabe aplicar conceitos básicos de organização; distribuição de renda; informatização, ela se torna muito mais competitiva, podendo assim alcançar grande prestigio.
A empresa ao adotar mecanismos fundamentados primeiramente na informação tais como: pesquisas quantitativas e qualitativas, em que se sonda o mercado para depois tirar as conclusões, analise de produtos, e vários outros fatores, para depois então acontecer o lançamento do produto, terá muito mais confiança, do que outras empresas que não usam estes métodos, portanto essa empresa sairá na frente de várias outras empresas. Segundo Luiz a área de ciência da informação é rica em diversos aspectos na produção de conhecimento organizacional.
O nosso grupo ao apresentar esse trabalho voltado para a disciplina métodos e técnicas de pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação, buscou aprimorar os conhecimentos obtidos nas aulas tais como: descobrir o problema, no qual esta se trabalhando, ou seja, descobrir o problema inicial apontado na tese, logo após como que o autor montou a sua hipótese e quais foram os métodos que ele baseou-se para a confirmação da sua hipótese, logo após qual foi a sua conclusão a respeito do seu problema inicial.
Com a elaboração deste trabalho, o grupo abordou como tema principal a metodologia de pesquisa usada por Luiz Cláudio Junqueira Henrique, mas não somente só, pois este assunto é composto por várias ramificações, que foram apresentadas ao longo do trabalho.
Organização TGA
Uma vez estabelecidos os objetivos e as estratégias da organização, a próxima etapa do processo de administração consiste em reunir e organizar recursos humanos e materiais da empresa para alcançar tais objetivos. A organização e uma das mais complexas funções administrativas, pois as conseqüências são difíceis de antecipar. O objetivo que será passado na primeira seção será o “Fundamento da Organização”. Dois modelos ideais organizacionais serão analisados na busca de uma dicotomia que reúna as principais dimensões caracterizadoras da estrutura de uma organização. As organizações possibilitam o alcance de objetivos complexos, criando condições para superar os limites da ação individual, a administração, como disciplina acadêmica procura definir as principais funções administrativas de forma racional, buscando a adequação dos meios aos fins organizacionais. O planejamento a organização, direção e o controle devem ser visto como esforços interligados dessa racionalização do processo de trabalho em organizações.
É importante distinguir o conceito de organização como entidade social e como função da administração, porque a organização como entidade social é um grupo estruturado de pessoas que atuam em conjunto para alcançar objetivos comuns, já à organização como função da administração corresponde ao processo de administração responsável pela distribuição de trabalho. Recursos e autoridade pelos membros da organização, porém estes dois processos se co-relacionam. Organizar é um processo de tomada de decisões em que se deve dividir integrar e coordenar as atividades e os recursos organizacionais de forma a alcançar as metas definidas. A divisão do trabalho é um pressuposto básico da existência das organizações, porque obedece a critérios racionais e não ao acaso. Ela se manifesta na especialização vertical e horizontal das tarefas sob a responsabilidade de um trabalhador.
A integração é uma conseqüência direta da divisão do trabalho e refere-se ao agrupamento e associação das tarefas, atividades e recursos organizacionais em unidades de trabalho a fim de permitir melhor coordenação. A integração se manifesta nos cargos, posições e funções organizacionais (que especificam tarefas e responsabilidade a cargo dos membros organizacionais).
A coordenação corresponde à utilização de mecanismos que buscam a colaboração entre os vários departamentos, a fim de alcançar os objetivos globais da organização. A divisão e a integração do trabalho em departamentos podem levar à perda da visão da organização como um todo, ela tem como objetivo evitar isso,sem reduzir as diferenças que contribuem para a realização eficiente das tarefas. Existem várias formas de chegar a uma coordenação eficaz, a supervisão hierárquica, as regras e os procedimentos internos, os planos e os objetivos organizacionais têm como uma de suas funções a coordenação organizacional.
Tomar decisões acerca da organização é uma das funções mais complexas do administrador, as decisões relativas ao processo de organizar não seguem, necessariamente, uma ordem seqüencial, as estruturas organizacionais preestabelecidas, que devem ser continuamente redesenhadas para implementar novas estratégias organizacionais.
A estrutura organizacional é o resultado final do processo de organização. Refere-se ao modo como as atividades de uma organização são ordenadas para possibilitar o alcance dos objetivos. Suas funções básica são:
* Possibilitar aos membros organizacionais e execução de uma variedade de atividades de acordo com os critérios de divisão de trabalho que definem a especialização, a padronização e a departamentalização de tarefas e funções;
* proporcionar aos membros organizacionais a coordenação das atividades por meio de mecanismos integrados como supervisão hierárquica, regras e procedimentos formais, treinando e socialização;
* definir as fronteiras da organização e suas interfaces com o ambiente outras organizações com as quais interage.
É importante distinguir o conceito de organização como entidade social e como função da administração, porque a organização como entidade social é um grupo estruturado de pessoas que atuam em conjunto para alcançar objetivos comuns, já à organização como função da administração corresponde ao processo de administração responsável pela distribuição de trabalho. Recursos e autoridade pelos membros da organização, porém estes dois processos se co-relacionam. Organizar é um processo de tomada de decisões em que se deve dividir integrar e coordenar as atividades e os recursos organizacionais de forma a alcançar as metas definidas. A divisão do trabalho é um pressuposto básico da existência das organizações, porque obedece a critérios racionais e não ao acaso. Ela se manifesta na especialização vertical e horizontal das tarefas sob a responsabilidade de um trabalhador.
A integração é uma conseqüência direta da divisão do trabalho e refere-se ao agrupamento e associação das tarefas, atividades e recursos organizacionais em unidades de trabalho a fim de permitir melhor coordenação. A integração se manifesta nos cargos, posições e funções organizacionais (que especificam tarefas e responsabilidade a cargo dos membros organizacionais).
A coordenação corresponde à utilização de mecanismos que buscam a colaboração entre os vários departamentos, a fim de alcançar os objetivos globais da organização. A divisão e a integração do trabalho em departamentos podem levar à perda da visão da organização como um todo, ela tem como objetivo evitar isso,sem reduzir as diferenças que contribuem para a realização eficiente das tarefas. Existem várias formas de chegar a uma coordenação eficaz, a supervisão hierárquica, as regras e os procedimentos internos, os planos e os objetivos organizacionais têm como uma de suas funções a coordenação organizacional.
Tomar decisões acerca da organização é uma das funções mais complexas do administrador, as decisões relativas ao processo de organizar não seguem, necessariamente, uma ordem seqüencial, as estruturas organizacionais preestabelecidas, que devem ser continuamente redesenhadas para implementar novas estratégias organizacionais.
A estrutura organizacional é o resultado final do processo de organização. Refere-se ao modo como as atividades de uma organização são ordenadas para possibilitar o alcance dos objetivos. Suas funções básica são:
* Possibilitar aos membros organizacionais e execução de uma variedade de atividades de acordo com os critérios de divisão de trabalho que definem a especialização, a padronização e a departamentalização de tarefas e funções;
* proporcionar aos membros organizacionais a coordenação das atividades por meio de mecanismos integrados como supervisão hierárquica, regras e procedimentos formais, treinando e socialização;
* definir as fronteiras da organização e suas interfaces com o ambiente outras organizações com as quais interage.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Concursos públicos em "Biblioteconomia: estudo e prática"
A busca da aprovação em concursos públicos na área de Biblioteconomia passa pelo estudo das questões já apresentadas em provas anteriores. Este livro foi escrito como intuito de mostrar grandes informações sobre os concursos para biblioteconomia e também a forma como essas questões são formuladas, seus meandros, as armadilhas etc.
Estudar para concursos públicos requer força de vontade, e por que não, perspicácia. Foi com esse intuito que as autoras, muito apropriadamente, elaboraram a obra com perguntas apresentadas em concursos públicos ocorridos no ano de 2006, com um diferencial importante: fornecem as respostas, em forma de citação, retirada das fontes originais. Tenho certeza que esse livro enriquecerá e dará clareza aos estudos para concursos públicos em Biblioteconomia.
Estudar para concursos públicos requer força de vontade, e por que não, perspicácia. Foi com esse intuito que as autoras, muito apropriadamente, elaboraram a obra com perguntas apresentadas em concursos públicos ocorridos no ano de 2006, com um diferencial importante: fornecem as respostas, em forma de citação, retirada das fontes originais. Tenho certeza que esse livro enriquecerá e dará clareza aos estudos para concursos públicos em Biblioteconomia.
Rio faz ato ecumênico em homenagem aos passageiros do voo 447
Vai ser realizado às 10h desta quinta-feira (4) um ato ecumênico em homenagem aos passageiros do voo 447 da Air France. O evento acontece na Igreja da Candelária, na Praça Pio X, no Centro do Rio, e contará com a presença do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes.
Cobertura completa: voo 447
O cônsul da França no Rio, Hugues Goisbault, também deve participar da cerimônia.
Lista com nomes dos passageiros
Na quarta-feira (3), a Air France divulgou uma lista com nomes de 53 dos 58 passageiros que estavam a bordo do voo 447 que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico. Segundo a companhia aérea, alguns ocupantes da aeronave não tiveram os nomes incluídos na lista a pedido de parentes.
Os nomes dos passageiros estrangeiros não foram divulgados, conforme a Air France, em respeito à legislação francesa, que restringe a publicação de listas de passageiros em caso de acidente aéreo.
O voo 447, de acordo com a companhia, tinha 216 passageiros, de 32 nacionalidades diferentes, e 12 tripulantes. Eram brasileiros 58 passageiros e 1 tripulante, Lucas Gagliano.
A lista vocês encontraram no seguinte site: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1182353-5602,00.html
Cobertura completa: voo 447
O cônsul da França no Rio, Hugues Goisbault, também deve participar da cerimônia.
Lista com nomes dos passageiros
Na quarta-feira (3), a Air France divulgou uma lista com nomes de 53 dos 58 passageiros que estavam a bordo do voo 447 que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico. Segundo a companhia aérea, alguns ocupantes da aeronave não tiveram os nomes incluídos na lista a pedido de parentes.
Os nomes dos passageiros estrangeiros não foram divulgados, conforme a Air France, em respeito à legislação francesa, que restringe a publicação de listas de passageiros em caso de acidente aéreo.
O voo 447, de acordo com a companhia, tinha 216 passageiros, de 32 nacionalidades diferentes, e 12 tripulantes. Eram brasileiros 58 passageiros e 1 tripulante, Lucas Gagliano.
A lista vocês encontraram no seguinte site: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1182353-5602,00.html
Biblioteconomia - Profissão, Carreira e Informações Gerais
A Profissão de Biblioteconomista
A função do Bibliotecário, é usar técnicas e extratégias para organizar, classificar, catalogar e definir quais obras serão compradas para a atualização dos acervos. O Biblioteconomista, pode ser bem definido como sendo um profissional que faz a ponte entre o conhecimento armazenado nas mais diferentes tipos de informação, podendo assim atuar em diversas areas, visto que o seu conhecimento abragem grandes areas, pode também executar descrições de mídia: livros, DVDs, CDs, revistas, etc... e a sociedade que precisa e quer consumir este conhecimento.O profissional de Biblioteconomia também é o responsável por implementar, organizar, fazer cadastros e manter sistemas de informação atualizados, buscando facilitar cada vez mais a busca da informação, tornando-se mais acessivel a um maior público.
A função do Bibliotecário, é usar técnicas e extratégias para organizar, classificar, catalogar e definir quais obras serão compradas para a atualização dos acervos. O Biblioteconomista, pode ser bem definido como sendo um profissional que faz a ponte entre o conhecimento armazenado nas mais diferentes tipos de informação, podendo assim atuar em diversas areas, visto que o seu conhecimento abragem grandes areas, pode também executar descrições de mídia: livros, DVDs, CDs, revistas, etc... e a sociedade que precisa e quer consumir este conhecimento.O profissional de Biblioteconomia também é o responsável por implementar, organizar, fazer cadastros e manter sistemas de informação atualizados, buscando facilitar cada vez mais a busca da informação, tornando-se mais acessivel a um maior público.
Bibliotecas digitais
Bibliotecas Digitais – Conceito
A expressão “Biblioteca Digital”, engloba dois termos com distintos significados:
“Biblioteca” e “Digital”. Uma análise de cada um desses termos revela-se
importante para uma melhor compreensão do conceito de Biblioteca Digital.
A palavra Biblioteca provém de dois termos gregos: Biblion (livro) e théke
(depósito). Assim, pela análise etimológica do termo, pode-se definir Biblioteca
como depósito de livros. Contudo esse depósito deverá ter um carácter
organizado e poderá não se cingir apenas a livros. Segundo a The free online
Dicionary, Biblioteca é um “lugar onde materiais artísticos e literários como livros,
periódicos, jornais, panfletos, discos e cassetes são guardados para leitura,
referência ou empréstimo”2. Acrescenta ainda que uma Biblioteca pode ser: (1)
Uma colecção desses materiais, especialmente quando arrumados de forma
sistemática; (2) Uma sala numa casa privada para guardar essas colecções; (3)
Uma instituição ou fundação que mantém essa colecção. A sistematização e
organização são aqui apresentadas como característica das Bibliotecas. Portanto
não basta ter uma colecção de obras num determinado espaço, mas é
necessário que ela esteja “arrumada de forma sistemática”. Entretanto, outros
autores ignoram esse carácter organizado das Bibliotecas. Por exemplo, Keller et
al. (2003) definem Biblioteca como “Uma colecção de informações
seleccionados para utilização por uma determinada comunidade particular”.
Qualquer que seja a definição apresentada para este conceito, não deverá
ignorar o carácter organizado e estruturado das Bibliotecas. Ter uma Biblioteca
não significa apenas possuir uma colecção de livros ou outros recursos como
jornais e discos. É necessário que estejam arrumados para que o processo de
pesquisa seja optimizado; é necessário saber o que se tem e onde encontrá-lo.
O termo digital é definido pelo The free online Dicionary como algo “expresso sob
a forma numérica, especialmente para uso por computadores”3. Assim, o meio
físico no qual um determinado documento é armazenado pode ser considerado
determinante para se concluir se este é ou não digital (Noerr, 2003). Esta é uma
generalização, segundo o autor, mas suficiente para se compreender o conceito
de Biblioteca Digital. Contudo o manuseamento do material é igualmente
importante quando este é considerado estar em formato digital. Portanto, ainda
segundo Noerr, 2003, é digital, aquilo que pode ser representado e lido pelo
computador.
Pela análise do significado dos termos que o compõe pode-se dizer, que
Biblioteca digital é uma colecção de materiais artísticos e literários como livros,
periódicos, jornais, panfletos, discos e cassetes guardados para leitura,
2 Disponível em http://www.thefreedictionary.com/library consultado a 20 de Novembro de 05
3 Disponível em http://www.thefreedictionary.com/digital consultado a 20 de Novembro de 05
referência ou empréstimo, organizados de modo sistemático e de forma que
possibilite o seu uso pelo computador. Entretanto, o conceito de Biblioteca digital
também não é ainda consensual. Vários autores apresentam, distintas definições.
Segundo Noerr, 2003, existem duas alternativas convencionais para o conceito
de Bibliotecas Digitais: “Bibliotecas que contém material na forma digitalizada e
Biblioteca que contém material digital.” O material digital é considerado aquele
que “nasceu digital”, como é por exemplo um texto dactilografado recorrendo ao
uso de um processado de texto por exemplo. Neste caso o material é
representado em computador e é de fácil manuseio pelo computador. Por outro
lado, material na forma digitalizada pode ser visto como aquele que teve de ser
convertido para o formato digital, conservando algumas limitações nas
possibilidades do seu manuseio. Noerr, 2003, afirma ainda que “o aspecto
realmente importante em Bibliotecas Digitais, é a possibilidade ter materiais
armazenados em computadores, de modo que permita a sua manipulação e
distribuição de uma forma que as versões convencionais do material não
poderiam ser.”
Para a Digital Library Federation (DLF), Biblioteca Digital é compreendida como
Organizações que providenciam os recursos, incluindo pessoal especializado, para
seleccionar, estruturar, oferecer acesso intelectual para, interpretar, distribuir,
preservar a integridade de, e assegurar a persistência ao longo dos tempos de
colecções de trabalhos digitais afim de que possam estar prontos e disponíveis
economicamente para uma comunidade determinada ou por um grupo de
comunidades (Water, 1998).
Além de destacar os aspectos de disponibilização e organização dos recursos,
esta definição enfatiza o factor económico inerente às Bibliotecas Digitais. Isso
porque, uma das medidas essenciais da qualidade de serviço, segundo afirma o
autor, é o custo e para a DLF uma boa Biblioteca Digital tem consciência do
factor custo e trabalha visando controlar os seus efeitos.
Uma questão fundamental nas Bibliotecas Digitais, deverá ser o prover de uma
visão coerente de uma vasta colecção de informação (Lynch & Garica-Molina,
1995). Neste sentido, defendem os autores, uma ênfase apenas nos conteúdos
em formato digital é demasiadamente limitativo. O objectivo deverá ser o
desenvolvimento de sistemas de informação que providenciam o acesso a uma
colecção coerente de materiais, que estarão cada vez mais em formato digital.
Os autores defendem ainda nesse contexto, que o valor dos materiais disponíveis
em Bibliotecas Digitais deverá ser melhorado com a possibilidade de se integrar
materiais inicialmente em uso nas Bibliotecas tradicionais. Assim, Bibliotecas
Digitais deverão ter como alvo tanto materiais impressos como digitais. Portanto,
nota-se uma “continuidade muito forte entre a missão e os objectivos das
Bibliotecas tradicionais e os objectivos dos sistemas de Bibliotecas Digitais”
(Lynch & Garica-Molina, 1995). Ao incluir tanto as colecções digitais como as
tradicionais, as Bibliotecas Digitais podem ser vistas como “a face digital das
Bibliotecas tradicionais” (Cleveland, 1998), funcionando como uma extensão das
Bibliotecas tradicionais, e fornecendo aos académicos o acesso à informação em
distintos formatos, depois de ser avaliado, organizado, arquivado e preservado
(Millan 1998). Cleveland, 1998, apresenta um conjunto de características que
deverão ser inerentes a qualquer Biblioteca Digital:
• Incluir materiais digitais que existam fora das fronteiras
administrativas e físicas de qualquer Biblioteca Digital.
• Englobar todos os processos e serviços que constituem a espinha
dorsal e o sistema nervoso das livrarias. Entretanto esses processos
deverão ser revistos e melhorados de forma a contemplarem as
diferenças entre materiais digitais e tradicionais.
• Dar uma visão coerente de toda informação contida dentro da
Biblioteca, independentemente da sua forma ou formato.
• Servirá comunidades particulares como acontece com as
Bibliotecas tradicionais, não obstante o facto dessas comunidades
poderem estar dispersas.
• Requererá que tanto as habilidades dos bibliotecários como a dos
informáticos sejam utilizadas afim de que a sua implementação
possa ser viável.
• Não será um sistema digital único que ofereça acesso instantâneo a
todas informações, para todos os sectores da sociedade, de
qualquer parte do mundo. Isso seria absolutamente irrealista. Será
antes uma colecção de recursos e sistemas dispersos para
comunidades e grupos de utilizadores específicos e criado com
propósitos específicos.
Os elementos que compõe uma Biblioteca Digital, são portanto diversos e é por
conseguinte necessário disponibilizar mecanismos adequados para o seu
acesso e manutenção. Witten & Bainbridge, 2003, apresentam a Biblioteca Digital
como “uma colecção focalizada de objectos digitais, incluindo texto, vídeo e
áudio, incluindo métodos de acesso, para selecção, organização e manutenção
da colecção”. Os autores incluem no grupo de “Objectos Digitais” os objectos
3D, simulações, visualizações e realidade virtual. Selecção, organização e
manutenção são vistos como elementos centrais para a noção de Biblioteca
Digital. Todos os objectos não são criados da mesma forma. A sabedoria que o
bibliotecário coloca na criação da Biblioteca Digital reside exactamente aqui, isto
é, na decisão sobre o que colocar na colecção e avançar com os mecanismos
adequados para organização e manutenção dessas informações. Para Witten &
Bainbridge, 2003, “isto é exactamente o que distingue uma Biblioteca Digital da
anarquia que se pode chamar à World Wide Web”. Portanto é necessário que a
Biblioteca Digital, apesar de não ter paredes, possua fronteiras. Se há algo que
entra na colecção é porque certamente algo deverá ficar de fora. Cada colecção
terá consigo um propósito bem articulado que estipula os objectivos e os
princípios norteadores da decisão sobre o que deverá ser colocado e o que
deverá ser deixado de fora. Isso é o que não existe na Web. Portanto a distinção
clara aqui apresentada entre a Web a Biblioteca Digital, reside exactamente na
selecção e organização. Mesmo as páginas Web que apresentem objectos
digitais de boa qualidade acompanhados de mecanismos de acesso e
recuperação não poderão ser considerados Bibliotecas Digitais. Neste último o
processo de inclusão de novas aquisições deverá ser completamente
automatizado não havendo necessidade de nenhuma actualização manual.
Lynch, 1997, refere-se igualmente às diferenças entre a Biblioteca Digital e a
Web:
Ouvimos às vezes a Internet a ser caracterizada como a Biblioteca do mundo para
a era digital. Esta descrição não permanece nem mesmo depois de um exame
casual. A Internet e particularmente a sua colecção de recursos multimédia
conhecida como World Wide Web, não foi desenhada para suportar a publicação
organizada e a recuperação de informação como são as Bibliotecas. Foi
desenvolvida como aquilo que podemos chamar de um repositório caótico para o
output colectivo das imprensas escritas digitais do mundo... A Net não é uma
Biblioteca Digital.
Biblioteca Digital não significa entretanto Biblioteca Virtual. Quando uma
Biblioteca disponibiliza um portal para acesso a informações que se
encontram em outro local, está-se perante uma Biblioteca Virtual (Witten &
Bainbridge, 2003). Grande parte do que é disponibilizado nessas
Bibliotecas abrange informações disponíveis na Web. A informação
encontra-se portanto em formato digital e disponibilizável para acesso via
Web Browser. Haverá igualmente alguma metadata, nomeadamente o
título e eventualmente o autor. Com a construção de Bibliotecas Virtuais,
trazem-se dois elementos como valores acrescentados: Selecção de
conteúdo e melhor organização de dados com base em metadatas.
Várias são as definições que podemos encontrar sobre o conceito de Bibliotecas
Digitais. Alguns autores possuem definições similares enquanto que outros se
contradizem (Mohd & Yusof, 2003). Esse conceito continua ainda a mudar com o
tempo (Bowden & Rowlands, 1999). Pela análise de diversas definições de
Bibliotecas Digitais, consegue-se identificar um conjunto de elementos comuns:
• Servem uma comunidade específica ou um grupo de comunidades.
• Possuem uma estrutura unificada e lógica.
• Incorporam os conceitos de aprendizagem e de acesso.
• Requerem o uso tanto de recursos humanos (bibliotecários) como
tecnológicos.
• São amplas e persistes ao longo do tempo.
• São bem organizados e bem geridos.
• Possuem diferentes formatos.
• Fornecem um mecanismo de acesso fácil, rápido e diversificado.
A expressão “Biblioteca Digital”, engloba dois termos com distintos significados:
“Biblioteca” e “Digital”. Uma análise de cada um desses termos revela-se
importante para uma melhor compreensão do conceito de Biblioteca Digital.
A palavra Biblioteca provém de dois termos gregos: Biblion (livro) e théke
(depósito). Assim, pela análise etimológica do termo, pode-se definir Biblioteca
como depósito de livros. Contudo esse depósito deverá ter um carácter
organizado e poderá não se cingir apenas a livros. Segundo a The free online
Dicionary, Biblioteca é um “lugar onde materiais artísticos e literários como livros,
periódicos, jornais, panfletos, discos e cassetes são guardados para leitura,
referência ou empréstimo”2. Acrescenta ainda que uma Biblioteca pode ser: (1)
Uma colecção desses materiais, especialmente quando arrumados de forma
sistemática; (2) Uma sala numa casa privada para guardar essas colecções; (3)
Uma instituição ou fundação que mantém essa colecção. A sistematização e
organização são aqui apresentadas como característica das Bibliotecas. Portanto
não basta ter uma colecção de obras num determinado espaço, mas é
necessário que ela esteja “arrumada de forma sistemática”. Entretanto, outros
autores ignoram esse carácter organizado das Bibliotecas. Por exemplo, Keller et
al. (2003) definem Biblioteca como “Uma colecção de informações
seleccionados para utilização por uma determinada comunidade particular”.
Qualquer que seja a definição apresentada para este conceito, não deverá
ignorar o carácter organizado e estruturado das Bibliotecas. Ter uma Biblioteca
não significa apenas possuir uma colecção de livros ou outros recursos como
jornais e discos. É necessário que estejam arrumados para que o processo de
pesquisa seja optimizado; é necessário saber o que se tem e onde encontrá-lo.
O termo digital é definido pelo The free online Dicionary como algo “expresso sob
a forma numérica, especialmente para uso por computadores”3. Assim, o meio
físico no qual um determinado documento é armazenado pode ser considerado
determinante para se concluir se este é ou não digital (Noerr, 2003). Esta é uma
generalização, segundo o autor, mas suficiente para se compreender o conceito
de Biblioteca Digital. Contudo o manuseamento do material é igualmente
importante quando este é considerado estar em formato digital. Portanto, ainda
segundo Noerr, 2003, é digital, aquilo que pode ser representado e lido pelo
computador.
Pela análise do significado dos termos que o compõe pode-se dizer, que
Biblioteca digital é uma colecção de materiais artísticos e literários como livros,
periódicos, jornais, panfletos, discos e cassetes guardados para leitura,
2 Disponível em http://www.thefreedictionary.com/library consultado a 20 de Novembro de 05
3 Disponível em http://www.thefreedictionary.com/digital consultado a 20 de Novembro de 05
referência ou empréstimo, organizados de modo sistemático e de forma que
possibilite o seu uso pelo computador. Entretanto, o conceito de Biblioteca digital
também não é ainda consensual. Vários autores apresentam, distintas definições.
Segundo Noerr, 2003, existem duas alternativas convencionais para o conceito
de Bibliotecas Digitais: “Bibliotecas que contém material na forma digitalizada e
Biblioteca que contém material digital.” O material digital é considerado aquele
que “nasceu digital”, como é por exemplo um texto dactilografado recorrendo ao
uso de um processado de texto por exemplo. Neste caso o material é
representado em computador e é de fácil manuseio pelo computador. Por outro
lado, material na forma digitalizada pode ser visto como aquele que teve de ser
convertido para o formato digital, conservando algumas limitações nas
possibilidades do seu manuseio. Noerr, 2003, afirma ainda que “o aspecto
realmente importante em Bibliotecas Digitais, é a possibilidade ter materiais
armazenados em computadores, de modo que permita a sua manipulação e
distribuição de uma forma que as versões convencionais do material não
poderiam ser.”
Para a Digital Library Federation (DLF), Biblioteca Digital é compreendida como
Organizações que providenciam os recursos, incluindo pessoal especializado, para
seleccionar, estruturar, oferecer acesso intelectual para, interpretar, distribuir,
preservar a integridade de, e assegurar a persistência ao longo dos tempos de
colecções de trabalhos digitais afim de que possam estar prontos e disponíveis
economicamente para uma comunidade determinada ou por um grupo de
comunidades (Water, 1998).
Além de destacar os aspectos de disponibilização e organização dos recursos,
esta definição enfatiza o factor económico inerente às Bibliotecas Digitais. Isso
porque, uma das medidas essenciais da qualidade de serviço, segundo afirma o
autor, é o custo e para a DLF uma boa Biblioteca Digital tem consciência do
factor custo e trabalha visando controlar os seus efeitos.
Uma questão fundamental nas Bibliotecas Digitais, deverá ser o prover de uma
visão coerente de uma vasta colecção de informação (Lynch & Garica-Molina,
1995). Neste sentido, defendem os autores, uma ênfase apenas nos conteúdos
em formato digital é demasiadamente limitativo. O objectivo deverá ser o
desenvolvimento de sistemas de informação que providenciam o acesso a uma
colecção coerente de materiais, que estarão cada vez mais em formato digital.
Os autores defendem ainda nesse contexto, que o valor dos materiais disponíveis
em Bibliotecas Digitais deverá ser melhorado com a possibilidade de se integrar
materiais inicialmente em uso nas Bibliotecas tradicionais. Assim, Bibliotecas
Digitais deverão ter como alvo tanto materiais impressos como digitais. Portanto,
nota-se uma “continuidade muito forte entre a missão e os objectivos das
Bibliotecas tradicionais e os objectivos dos sistemas de Bibliotecas Digitais”
(Lynch & Garica-Molina, 1995). Ao incluir tanto as colecções digitais como as
tradicionais, as Bibliotecas Digitais podem ser vistas como “a face digital das
Bibliotecas tradicionais” (Cleveland, 1998), funcionando como uma extensão das
Bibliotecas tradicionais, e fornecendo aos académicos o acesso à informação em
distintos formatos, depois de ser avaliado, organizado, arquivado e preservado
(Millan 1998). Cleveland, 1998, apresenta um conjunto de características que
deverão ser inerentes a qualquer Biblioteca Digital:
• Incluir materiais digitais que existam fora das fronteiras
administrativas e físicas de qualquer Biblioteca Digital.
• Englobar todos os processos e serviços que constituem a espinha
dorsal e o sistema nervoso das livrarias. Entretanto esses processos
deverão ser revistos e melhorados de forma a contemplarem as
diferenças entre materiais digitais e tradicionais.
• Dar uma visão coerente de toda informação contida dentro da
Biblioteca, independentemente da sua forma ou formato.
• Servirá comunidades particulares como acontece com as
Bibliotecas tradicionais, não obstante o facto dessas comunidades
poderem estar dispersas.
• Requererá que tanto as habilidades dos bibliotecários como a dos
informáticos sejam utilizadas afim de que a sua implementação
possa ser viável.
• Não será um sistema digital único que ofereça acesso instantâneo a
todas informações, para todos os sectores da sociedade, de
qualquer parte do mundo. Isso seria absolutamente irrealista. Será
antes uma colecção de recursos e sistemas dispersos para
comunidades e grupos de utilizadores específicos e criado com
propósitos específicos.
Os elementos que compõe uma Biblioteca Digital, são portanto diversos e é por
conseguinte necessário disponibilizar mecanismos adequados para o seu
acesso e manutenção. Witten & Bainbridge, 2003, apresentam a Biblioteca Digital
como “uma colecção focalizada de objectos digitais, incluindo texto, vídeo e
áudio, incluindo métodos de acesso, para selecção, organização e manutenção
da colecção”. Os autores incluem no grupo de “Objectos Digitais” os objectos
3D, simulações, visualizações e realidade virtual. Selecção, organização e
manutenção são vistos como elementos centrais para a noção de Biblioteca
Digital. Todos os objectos não são criados da mesma forma. A sabedoria que o
bibliotecário coloca na criação da Biblioteca Digital reside exactamente aqui, isto
é, na decisão sobre o que colocar na colecção e avançar com os mecanismos
adequados para organização e manutenção dessas informações. Para Witten &
Bainbridge, 2003, “isto é exactamente o que distingue uma Biblioteca Digital da
anarquia que se pode chamar à World Wide Web”. Portanto é necessário que a
Biblioteca Digital, apesar de não ter paredes, possua fronteiras. Se há algo que
entra na colecção é porque certamente algo deverá ficar de fora. Cada colecção
terá consigo um propósito bem articulado que estipula os objectivos e os
princípios norteadores da decisão sobre o que deverá ser colocado e o que
deverá ser deixado de fora. Isso é o que não existe na Web. Portanto a distinção
clara aqui apresentada entre a Web a Biblioteca Digital, reside exactamente na
selecção e organização. Mesmo as páginas Web que apresentem objectos
digitais de boa qualidade acompanhados de mecanismos de acesso e
recuperação não poderão ser considerados Bibliotecas Digitais. Neste último o
processo de inclusão de novas aquisições deverá ser completamente
automatizado não havendo necessidade de nenhuma actualização manual.
Lynch, 1997, refere-se igualmente às diferenças entre a Biblioteca Digital e a
Web:
Ouvimos às vezes a Internet a ser caracterizada como a Biblioteca do mundo para
a era digital. Esta descrição não permanece nem mesmo depois de um exame
casual. A Internet e particularmente a sua colecção de recursos multimédia
conhecida como World Wide Web, não foi desenhada para suportar a publicação
organizada e a recuperação de informação como são as Bibliotecas. Foi
desenvolvida como aquilo que podemos chamar de um repositório caótico para o
output colectivo das imprensas escritas digitais do mundo... A Net não é uma
Biblioteca Digital.
Biblioteca Digital não significa entretanto Biblioteca Virtual. Quando uma
Biblioteca disponibiliza um portal para acesso a informações que se
encontram em outro local, está-se perante uma Biblioteca Virtual (Witten &
Bainbridge, 2003). Grande parte do que é disponibilizado nessas
Bibliotecas abrange informações disponíveis na Web. A informação
encontra-se portanto em formato digital e disponibilizável para acesso via
Web Browser. Haverá igualmente alguma metadata, nomeadamente o
título e eventualmente o autor. Com a construção de Bibliotecas Virtuais,
trazem-se dois elementos como valores acrescentados: Selecção de
conteúdo e melhor organização de dados com base em metadatas.
Várias são as definições que podemos encontrar sobre o conceito de Bibliotecas
Digitais. Alguns autores possuem definições similares enquanto que outros se
contradizem (Mohd & Yusof, 2003). Esse conceito continua ainda a mudar com o
tempo (Bowden & Rowlands, 1999). Pela análise de diversas definições de
Bibliotecas Digitais, consegue-se identificar um conjunto de elementos comuns:
• Servem uma comunidade específica ou um grupo de comunidades.
• Possuem uma estrutura unificada e lógica.
• Incorporam os conceitos de aprendizagem e de acesso.
• Requerem o uso tanto de recursos humanos (bibliotecários) como
tecnológicos.
• São amplas e persistes ao longo do tempo.
• São bem organizados e bem geridos.
• Possuem diferentes formatos.
• Fornecem um mecanismo de acesso fácil, rápido e diversificado.
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