quinta-feira, 25 de junho de 2009

Descrição Bibliografica

A DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Também conhecida como catalogação, é o primeiro estágio do tratamento intelectual de um documento, e tem como objetivo fornecer uma representação do documento que é descrito de uma forma única e não ambígua, o que permite identificá-lo, localizá-lo, representá-lo nos catálogos correspondentes e recuperá-lo.
A descrição bibliográfica compõe-se de áreas que são subconjuntos de dados correspondentes a categorias particulares de informações, sendo que cada elemento de dados descreve um aspecto do documento. Algumas áreas são indispensáveis e aparecem sempre nas descrições bibliográficas, embora sua ordem possa variar de um sistema a outro e de um tipo de documento a outro. Outras são opcionais. Cada área pode ter um único elemento ou vários elementos interrelacionados, e estes podem ser obrigatórios ou facultativos.
Há elementos que podem ser acrescentados depois da descrição de conteúdo: são os números de classificação e/ou a indexação e o resumo. Por ser muitas vezes utilizada em substituição ao documento primário, a descrição bibliográfica deve representá-lo da forma mais exata possível e fornecer a usuário todas as informações que ele necessita para escolher ou adquirir o referido documento.
Como a operação de descrição bibliográfica é o registro dos dados fatuais que aparecem nos documentos, parece ser uma operação fácil, porém quase nunca pode ser feita sem uma reflexão. Alguns documentos podem ser interpretados de várias formas ou apresentar problemas de difícil resolução.

A normalização da descrição bibliográfica surgiu da necessidade de um acesso fácil e universal à informação bibliográfica e do desenvolvimento da cooperação entre unidades de informação.
A utilização da informática acentuou a necessidade da normalização, pois para serem lidas por máquina, as descrições devem seguir regras estritas no plano intelectual e apresentadas de forma precisa e uniforme, utilizando caracteres e tamanhos definidos.
A Federação Internacional de Associações de Bibliotecários (IFLA) fez um esforço de normalização internacional que resultou na elaboração de uma “descrição bibliográfica normalizada internacional” (ISBD) para monografias, publicações seriadas, documentos audiovisuais, mapas e plantas, partituras musicais, livros antigos, entre outras.
A normalização dos formatos está em fase de realização. O formato Marc da Library of Congress dos EUA tem sido o centro destes esforços e serviu como base para muitos formatos bibliográficos para bibliotecas, como o Marc-BNB, o Intermarc e o Marcal.
Como os sistemas informatizados tem particularidades especiais, a normalização não pretende criar um formato único, mas tornar os diversos formatos compatíveis entre si, de forma que se possa passar automaticamente de um formato a outro.
É necessário descrever o livro integralmente, porque ele é o suporte físico da informação, mas pode ser necessário descrever alguns capítulos como entidades intelectuais ou unidades documentais. Pode-se distinguir três níveis bibliográficos: o nível analítico, o nível monográfico e o nível coletivo.
Quando a instituição não possui documento de onde foi retirada a unidade documental a ser descrita, o nível analítico pode ser empregado apenas excepcionalmente.

A indicação de responsabilidade designa o autor ou autores que produziu documento, isto é, que escreveu o livro ou o artigo, fez a fotografia ou o filme, apresentou a comunicação, criou a invenção ou depositou a patente, etc.
Quando existem vários autores, menciona-se, em geral, os principais ou os três primeiros nomes citados. Ou menciona-se todos os autores, de modo a dar o maior número de fontes de informação possíveis.
O documento pode ter um prefácio, uma introdução e um posfácio , escritos por pessoas diferentes, devendo registrar estas informações em uma área especial. Assim como também deve-se mencionar o nome do editor, distinguindo quando for também autor da obra.
Os sistemas devem organizar e manter atualizadas listas dos autores coletivos utilizados pela unidade de informação, precisando a forma que deve ser utilizada.

O título é uma frase, ou uma série de frases que indicam nome de um documento, que designam uma coleção ou uma publicação em série, ou que indicam a natureza ou assunto de uma reunião. Pode ser um título único; um título principal e títulos complementares; títulos justapostos; título alternativo; título traduzido; títulos paralelos, isto é, títulos idênticos em várias línguas.
Utiliza-se o título original completo, com seus subtítulos e complementos eventuais. No caso de títulos paralelos, deve-se utilizar o primeiro título citado.
Os títulos de coleção são tratados como os títulos das monografias.

A edição compreende todas as informações relativas ao produto documental que está sendo descrito. Por exemplo: 3ª edição revista e completada por... edição atualizada, edição ilustrada ou edição integral.

A área de publicação comporta diversas informações materiais sobre a produção do documento, como o local de publicação, o nome do editor e a data de publicação ou de impressão. O local de impressão e o nome do impressor devem ser colocados quando não existem dados sobre o local de edição e o nome do editor. O nome do editor e seu endereço aparecem normalmente no documento, ou ao menos a indicação da cidade. Algumas vezes é necessário acrescentar o nome do país para evitar confusões.
Para os artigos ou fascículos de um periódico, indica-se, após o título, o ano e o número.

A descrição física consiste na descrição da composição material de um documento, ou seja, a divisão da obra, em tomos, volumes ou fascículos; o formato, indicado em centímetros; a paginação, ou o número de páginas do total da obra ou de cada parte, se este for o caso; as ilustrações; a bibliografia, se este for o caso, eventualmente com o número de referências e sua natureza, principalmente tratando-se de uma bibliografia comentada; e o índice.

A série e as notas são mencionadas, se necessárias.

O ISBN é atribuído a cada livro através de um sistema de coordenação internacional. O ISSN é atribuído a cada título de periódico dentro do ISDS(sistema internacional de dados sobre publicações periódicas).
Os documentos de patentes são identificados por um código internacional, conhecido como Icirepat, que utiliza um sistema alfabético ou alfanumérico que identifica a natureza da patente e um número, geralmente em ordem cronológica.
Outros tipos de documentos trazem números ou códigos que permitem distingui-los com precisão, como as leis, os decretos, as normas, os mapas, as descrições de peças de equipamento e os contratos públicos, entre outros. Estes números são úteis, porque suprimem qualquer risco de ambigüidade na identificação e no registro dos documentos. Eles simplificam as operações de aquisição, de venda, de gestão de seleção, de empréstimo e de permuta, além de servir de base para a organização de catálogos.
As patentes apresentam problemas especiais de catalogação. Na maioria dos países, elas são constituídas por vários documentos que se sucedem e podem originar várias publicações, como as decisões sucessivas que tem um valor jurídico particular, ou seja a recepção da patente, a autorização de comunicação, o exame e a entrega dos títulos de proteção.
Várias pessoas físicas ou entidades podem estar associadas à produção e ao depósito de uma patente. Foi criado um código internacional de descrição bibliográfica e uma classificação internacional de patentes.
Os mapas e as plantas tem problemas específicos de catalogação. Existe uma norma especializada para este fim.

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